Há uma necessidade não tão oculta em escrever que se torna até um certo trauma – para algumas pessoas. Na verdade, mais uma mania doida e realmente precisa. A revisão transforma seu jeito de escrever e até de pensar. Faz surgir coisas onde não havia, e isso pode melhorar as ideias que passaram ao papel.

Acho que pode ser uma coisa boa, em verdade. Essa semana revisei um conto que escrevi há uns 2 anos. Uma história que tem mais traços da minha vida do que de qualquer outra. Os pesos nas costas se tornaram mais pesados ultimamente, a prática de escrita aumentou, ainda mais que o acostumado. Isso teve muita influência na minha maneira de revisar.

É bom ver seu texto amadurecer. Seu vocabulário muda com as ideias. De repente, o que antes parecia um texto curto vira um mundo de informações que você nem mesmo sabia que tinha guardadas. Exercitar leitura e escrita, em quase 3 anos de publicação do meu primeiro livro, Magos da Música, realmente fez com que eu percebesse: amadureci, e não foi pouco, meu jeito de escrever, de fazer literatura e de pensar o mundo dentro de cada livro, cada história – não só dos outros, das minhas.

Se um dia você tiver a oportunidade de pensar assim, pense. Ponha em prática. Pegue aquele texto de um, dois, cinco ou até dez anos atrás. Releia. Revise. Organize as novas ideias e, se quiser, refaça-o. Eu penso: “como os grandes escritores pensariam?”. Talvez, se eles tivessem a oportunidade, uma nova vida dentre o mundo, mesmo que em outros corpos e com outras ideias, teriam, com certeza, prazer em reescrever suas histórias – nos livros e na vida.

Porque eu mudaria muita coisa, e nem sou tão conhecido assim.

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