Esse adeus, por mais que breve, sempre dói. Sei que posso te ver no mês que vem, isso causa uma ansiedade – que dói mais ainda quando sei que te ver não será possível. Às vezes eu penso em deixar tudo de lado e ter um ataque de loucura. Uma loucura boa, claro; loucura por você. Mas aí eu vejo você ir embora e desabo.

Poxa, eu sei que também dói em você. Esse abraço apertado de despedida, essa voz embargada, o choro contido – às vezes. Faz sentido que nos sintamos impotentes, diante um do outro, nessas horas. E não devemos ficar tristes. O amor muitas vezes se prova na tormenta.

Lembra quando eu disse que a distância fazia parte de um aprendizado? Nunca estive tão certo. A gente vai aprendendo a dar cada passo, mesmo fisicamente sozinhos. Estamos sempre pensando um no outro, acompanhando as ideias e dando novas possibilidades de pensar num futuro juntos.

Não chora, vai! Tira um cochilo, a viagem vai ser longa. E vai ser boa. Sei que ambos vamos pensar muito e fazer muitos planos pro próximo encontro. Ainda vamos trocar mensagens, abrir sorrisos, verter em lágrimas, discutir baboseiras sem cabimento pro vento que vai trazer tudo à tona tão calmamente como sempre.

Eu sempre vou estar no corredor. Cabelo assanhado, cara amassada de sono e o café no ponto pra você tomar. A não ser que você chegue de surpresa, num dia em que eu ainda esteja dormindo. Pegue sua chave que está no bolso e abra a porta pra me acordar com carinho. Até porque a gente sempre espera por quem ama, né? Sempre espera.

Todos os dias.

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