Não é interessante estar entediado quando se tem muito a fazer. Mas é tanta coisa, tanta responsabilidade, tantos pensamentos aleatórios e selecionados misturados. Tudo acaba entrando em curto, sobrecarregando a mente.

Eu, particularmente, busco alternativas de fugir disso, de deixar essas preocupações de lado, só que pra isso preciso me distanciar delas. É difícil se desligar de algo quando você encara tudo como obrigação. Mais difícil ainda tomar a decisão de por onde começar.

Pior é quando você começa e acontece algo que faz todo o caminho percorrido desmoronar. O tédio chega por aí. Você vai na cozinha, come uma fatia de bolo, toma um copo d’água e volta pra cama onde estava digitando seu trabalho que tem que entregar no dia seguinte.

Antes de abrir o documento novamente, vou dar uma olhada nas redes sociais, conferir as notificações, responder o bate-papo. Lá se foram trinta minutos. Uma hora. Duas horas. Desenha aqui, escreve acolá, e num misto de atividades você perde metade do dia e se dá conta de que não terminou o que devia.

Bate o desespero? Talvez. É até bom quando bate, porque você corre pra ver o que falta fazer. Mas quando ele não bate, você continua no tédio até chegar meia noite e Morfeu acariciar seus cabelos castanhos. E você dorme, esquecendo de tudo pra, no dia seguinte, sair atrasado para o trabalho, chegar tarde em casa e perder todas as esperanças de se dar bem naquela disciplina.

Ser adulto nunca foi fácil. Quem disse que seria, afinal? Costumo dizer que tudo é uma questão de planejamento, mas acaba sendo também uma questão de determinação. Só planejar não basta. Daí bate a preguiça de começar a planejar, só de pensar em determinação seus pensamentos já voam.

E você se pega desenhando e escrevendo mais uma vez, misturando nos papeis milhares de pensamentos que sequer teria se estivesse focado em terminar o que realmente tinha para fazer. Tudo é uma confusão. Um poço sem fundo cheio de feixes de luz de cores diferentes.

Anúncios