O Bruno me falou sobre resiliência hoje. Confesso que não sabia muito bem de que se tratava a palavra, então perguntei a ele o que queria dizer. E ele me disse que resiliência pode ser um adjetivo para pessoas que se recuperam rápido e bem de períodos dolorosos da vida.

Depois disso eu descobri que sou uma pessoa resiliente.

Sim, eu sei que não soa muito interessante, mas é realmente algo bom. Descobri que qualquer pessoa pode ser resiliente. Descobri que eu sofri muito pra ser assim hoje, o que me ajudou a descobrir que mesmo qualquer pessoa sendo resiliente, não é qualquer pessoa que chega a esse ponto sem certos sacrifícios.

Eu sempre disse que não há glória sem sofrimento. E se você discordar comigo ou com qualquer pessoa que disser esta frase, engula seu orgulho com um copo d’água para não sofrer um engasgo.

Ser resiliente também tem a ver com assumir suas fraquezas para se tornar forte. Tem a ver com não entregar-se aos seus medos, mas lutar contra eles. Tem a ver com libertação, com cumprimento de objetivos. É você dizer que é capaz e ser, apenas ser. É transmitir força e segurança simplesmente por ser quem você é.

Levando para o contexto mitológico — ou seja, a área que nos concerne —, diria, e sei que Bruno concorda comigo, que uma pessoa resiliente tem uma fênix dentro de si. Aliás, que cada pessoa, resiliente ou não, tem uma fênix dentro de si.

Quando chega o momento certo, ela bate as asas e dá o último pio, um aviso prévio da ave velha e raquítica prestes a entrar em combustão instânea, virar cinzas e gerar uma outra ave, ainda criança, para crescer e se desenvolver até não aguentar mais seus problemas e explodir novamente, geranto mais um novo ciclo.

Assim é a pessoa resiliente.

Sua fênix é alimentada pelas decepções e angústias da sua vida, e sempre vai chegar o momento em que a ave explodirá. Ela morrerá, mas para dar lugar a uma nova ave. Será que você consegue enxergar isso em você?

Renasça das suas próprias cinzas.

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