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Pajeú Park, Fortaleza – CE

Todo mundo tem uma coisa única no seu dia a dia que às vezes passa despercebida. E, se percebida, pode fazer um bem tão grande à sua mente cansada de um dia estressante que você nem faz ideia. Depois que se passa a ver que pontos negativos são desnecessários à memória, e que há coisas boas no seu cotidiano que te farão sorrir, as mudanças são notáveis.

Pensemos nisso como momentos íntimos com seus pensamentos. Um dia cheio de trabalho faz sua cabeça ferver e tudo o que você quer, às vezes, é que chegue o final do seu expediente para ir embora e aproveitar um tempinho livre em casa. E ele, enfim, chega. Hora de zarpar!

A primeira coisa que me faz abrir aquele sorrisão é um parque pelo qual sempre passo para chegar à parada de ônibus. Não é um dos mais cheirosos – passa um rio poluído bem no meio -, mas é bonito. Tem árvores que dão muita sombra, várias outras plantas, gatos e pontes. A gente até esquece do mal-cheiro e deixa a visão prevalecer.

Na parada de ônibus a gente sempre acaba ficando um pouco mais do que desejado, mas o transporte chega e, se for cedo, você pode ter a sorte de ir sentado. Bom, hoje, especificamente, eu não fui sentado. Se o dia começou a piorar desde então? De jeito nenhum!

Segui com meus fones de ouvido, escutando as músicas que gosto de escutar em determinados momentos da vida, em pé e segurando em uma das barras amarelas. Um assento vaga. Me dirijo a ele, fazendo menção de sentar, quando uma senhora que estava em pé também se aproxima e eu digo: “pode sentar, senhora”. Havia outro assento ao daquele, mas eu acabei vendo outra senhora e disse que ela podia ficar à vontade. Se isso me deixou triste? De jeito nenhum!

Não devemos nos gabar de boas ações, bem sei disso. Mas elas fazem bem à alma de quem as faz de bom grado. Que nem eu fiz hoje. Eu estava cansado, havia acordado cedo demais, e ir o percurso até em casa sentado era meu sonho de consumo naquele momento. Porém ceder dois lugares que poderiam ter sido meus para duas senhoras me deixou muito mais satisfeito. Esse é o tipo de pequena alegria que eu sinto antes de chegar em casa.

Depois de curvas e balanços, paradas e mais paradas, de enfrentar o caos de passar meia hora de pé e ter que passar músicas que tenho preguiça de excluir das playlists, meu maior propósito é pôr a cabeça debaixo do chuveiro. E é isso mesmo que eu faço, já pensando nesse pedacinho de tarde que vou ficar em casa vendo algo na Netflix, já que não tem nenhum trabalho para entregar hoje nem amanhã e nem depois na faculdade.

Esse é o ápice. Tomo um copo de água, me deito e ligo o computador. Abro uma página do Google. Clico naquele botãozinho favoritado para ir direto ao destino certeiro que me aguardava naquele momento: mais um episódio de alguma série musical de que gosto muito. E, dali em diante, minha atenção está completamente presa. Esqueço o mundo e, se alguém me perguntar, não sei mais nem meu endereço. Entretido estou, entretido ficarei. É sempre assim.

Para finalizar o dia, antes de pôr os pés à caminho da faculdade, deparo-me com uma mensagem no WhatsApp. Já sorrio logo, porque é a pessoa de quem eu gosto. Nessas horas eu sempre recebo uma mensagem de “estou indo para casa” ou “estou com saudade”, e se coisas que me desapontariam melhoram meu dia, mensagens como essa o restauram 100%.

Acredito que prestar mais atenção ao que está ao seu redor possa te colocar num plano menos complicado de se viver no Universo. É sério! É tão melhor enxergar o lado bom das coisas; isso diminui a tensão da vida, os medos de se perder por aí. Às vezes tudo o que precisamos é curtir um pouco uma nova realidade, algo diferente do que já se viveu. Às vezes novas vivências são muito bem-vindas.

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